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A verde rubra

Google Fonts

A evolução tecnológica, nomeadamente a evolução dos “browsers” e sistemas de suporte da internet, proporcionou aos designers possibilidades tipográficas que há alguns anos eram um mero sonho: usar fontes de qualidade nas páginas de internet e não apenas fontes indefinidas, disponíveis no sistema do utilizador.

Apesar de ainda haver alguns problemas com a normalização dos formatos, hoje em dia é possível ter a fonte alojada num servidor, permitindo escrever os textos com as fontes definidas pelo criador. Para se poder embeber a fonte no site, é necessário ter a licença da mesma, de seguida fazer o upload e usar as regras tecnológicas estabelecidas.

Percebendo a nova potencialidade, surgiram diferentes serviços online que oferecem este serviço. Um dos mais interessantes é a biblioteca tipográfica opensource da Google. Todas as fontes aí disponíveis podem ser usadas livremente por todos. Através de um “interface” próprio, é possível escolher as fontes desejadas, de entre centenas de famílias disponíveis, e usá-las nas páginas do website. Para tal, não é necessário ter um servidor próprio nem as fontes alojadas no computador do utilizador. O próprio sistema da Google Fonts gera as linhas de código necessárias para inserir no html e nas instruções do CSS, permitindo a qualquer utilizador ver os textos na fonte definida. Inclusivamente é possível saber através de uma ferramenta no topo direito da página do Google Fonts, qual o “peso” que as fontes escolhidas representam no “peso” total do website.

Qualquer criador de fontes pode, desde que mantenha a sua criação em opensource, participar neste projecto. Foi o que fizeram alguns desenhadores de fontes portugueses. O projecto “EXO” de Natanael Gama, foi um dos que a Google apoiou e quis ver representado na sua biblioteca. A fonte contemporânea, tem um ar tecnológico, em nove pesos (mais os itálicos correspondentes), com um mapa de cerca de 700 glifos (entidade única —desenho— de cada letra ou sinal) cada versão. Recentemente, Natanael alargou a sua participação com a criação da “EXO 2”, com melhores características, e com a “Cinzel”. Joana Correia da Silva (em colaboração com Eben Sorkin) participou também para o Google Fonts com duas fontes; A "Quando" e a "Cantata One”, ambas apenas com um estilo. Mais recentemente, a Joana lançou a fonte "Karma" com cinco estilos, criada para a "Indian Type Foundry", e que também está diponível na Google Fonts.


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Natanael Gama

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